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terça-feira, 31 de maio de 2011

VII ExpoGama mostra produtividade dos animais da região


Retirado sítio da Emater-DF

Mais de 40 Kg de leite por dia. Essa foi a média produtiva da vaca vencedora do Torneio Leiteiro da VII Expogama, realizado na Avenida Contorno, chácara 15, no Gama Oeste. Com mais de 10Kg de leite à frente da segunda colocada, a vencedora do torneio é chamada de Camila e pertence a Celso Miguel, produtor de leite da região do Gama. Celso também é o proprietário da segunda colocada, a vaca Carol. Encerrado nessa quinta-feira (26), o Torneio Leiteiro reuniu 10 animais que no total produziram 442 Kg de leite.
Segundo o médico veterinário da Emater-Gama que coordenou o concurso, Pedro Ivo Braga, o torneio leiteiro é uma forma de estimular o produtor a ter vacas de qualidade e aumentar sua produtividade, além de unir os produtores e valorizar a cultura da região do Gama, que se destaca na produção de leite. O torneio também premiou o vaqueiro que seguiu as regras de higiene na ordenha e deu um bom trato a seus animais. O prêmio de melhor vaqueiro foi para Milton Vieira.
Durante o evento, as práticas de higiene na ordenha também foram reforçadas em uma palestra ministrada pelo médico veterinário da Emater-Gama. Ele apontou os procedimentos básicos que devem ser realizados durante a retirada do leite como a limpeza do local, a higiene das mãos do vaqueiro, a esterilização dos materiais e das mamas da vaca e o teste da caneca. 

Parte da produção de leite obtida durante o torneio foi para o curso de Derivados do Leite, realizado em parceria com a Embrapa CTZL, e que também fez parte da programação da VII ExpoGama. No curso de derivados de leite, os participantes aprenderam como fabricar artesanalmente queijo minas, mussarela e queijo colonial, além de ricota e iogurte com sabor de frutas. O laticinista da Emater-DF José Roberto Oliveira foi o orientador da turma.
Doze pessoas participaram do curso de derivados do leite e, ao final, receberam uma declaração de participação no curso e puderam degustar os produtos fabricados.  

Alimentação animal
A Emater-Gama também organizou uma palestra com o tema Utilização de Subprodutos na Alimentação Animal. A palestra foi ministrada nessa sexta-feira (27) pelo pesquisador da Embrapa Roberto Guimarães, que falou sobre os subprodutos do algodão, da soja e da mandioca.

Celso Miguel (esq) e vaqueiro Milton Vieira (dir) ordenham uma das vacas vencedoras

No total foram produzidos mais de 440 kg de leite durante o torneio leiteiro



Palestra reúne produtores para tratar de alimentação animal



Curso de derivados de leite ensina a fazer queijos, ricota e iogurte 










Diândria Daia - Assessoria de Comunicação Social da Emater-DF/Seapa

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CTZL e Emater-DF promovem cursos para produtores rurais


Retirado do sítio da Emater-DF

Começou nesta quarta (25) e segue até esta quinta-feira (26), no Centro de Transferência de Tecnologias de Raças Zebuínas com Aptidão Leiteira (CTZL), ligado à Embrapa Cerrados, um curso sobre produção de derivados do leite. Produtores rurais da região estão participando de aulas teóricas e receberão informações relacionadas à temperatura na conservação do leite, agentes contaminantes, noções de limpeza e higiene, tipos de ordenha, dentre outros temas. Na parte prática, eles serão capacitados para a produção de diferentes tipos de queijo, iogurte, doce de leite e requeijão cremoso. O curso está sendo ministrado pelo técnico em laticínios da Emater-DF, José Roberto de Oliveira. 


Na sexta-feira (27), a Embrapa Cerrados em conjunto com a Emater-DF promovem um Encontro Técnico sobre Alimentação Animal. O evento será realizado na parte da manhã dentro da programação da VII Expogama -  Exposição Agropecuária do Gama, que ocorre até o próximo domingo (mais informações no http://expogama.blogspot.com/). O objetivo do encontro é apresentar estratégias e alternativas de alimentação animal para os pequenos e médios produtores de leite do Distrito Federal. O pesquisador da Embrapa Cerrados Roberto Guimarães vai tratar da utilização de subprodutos agrícolas na alimentação de bovinos e da mandioca na alimentação animal.


Mais informações sobre os cursos, entrar em contato com o pesquisador Carlos Frederico Martins, no 3506 4063.
Emater realiza curso de Derivados do Leite em parceria com a Embrapa CTZL

Juliana Caldas - Embrapa Cerrados

Fonte: Sítio oficial da Emater-DF

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Começa a ExpoGama 2011 !!


Durante os dias 24 a 29 de maio, a Emater-DF promove várias atividades aos produtores rurais da região rural do Gama-DF, dentro da programação da ExpoGama 2011.

Entre as atividades realizadas pela Emater-DF, estão:

  •  II Torneio leiteiro da Exposição (24,25, 26 e 27 de maio);
  •  Palestra sobre higiene na ordenha (25 de maio);
  •  Curso de derivados do leite (ex: produção de queijos);
  •  Palestra sobre aproveitamento de resíduo de mandioca para a alimentação de bovinos (27 de maio);
  •  Produtos das agroindústrias da região (Todos os dias);
  •  Artesanato desenvolvido pelas mulheres rurais (Todos os dias).
  •  Exposição de animais (Todos os dias).


Ordenha de vaca participante do Torneio Leiteiro

A ExpoGama acontece na Avenida Contorno, Chácara 15 - Frente à quadra 30 do Setor Oeste do Gama-DF.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

II Curso de Bem-Estar e Qualidade de Carne Bovina

 Grupo Etco e Funep promovem curso que ocorre de 28 de junho a 1 de julho


Investimentos:
     Curso Teórico: 
        - Até 31/05: R$ 200,00
        - Após 31/05: R$ 250,00

     Curso Teórico/Prático:
        - Até 31/05: R$ 450,00
        - Após 31/05: R$ 550,00
________________________________________________________________________
Inscrições e informações:
Grupo Etco: (16) 3203-3430
Funep: (16) 3209-1300

sábado, 21 de maio de 2011

Curso Internacional a distância sobre Agroecologia

Retirado do Blog Rede Jovem Rural

Com o apoio do escritório do IICA no Uruguai, o Colégio de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade Estatal da Carolina do Norte (NCSU, sigla em inglês) e a Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade da Empresa (FCA-UDE, sigla em espanhol) realizam, de 18 de julho a 16 de setembro, o curso internacional a distância sobre Agroecologia.

O curso tem como objetivo oferecer uma nova perspectiva às práticas agrícolas e à tomada de decisões a partir de um enfoque integral e agroecológico.  Entre outros, o curso abordará temas multidisciplinares nos distintos módulos, leituras e estudos de caso, permitindo aos estudantes analisar as inter-relações ambientais, sociais e econômicas nos agroecosistemas à nível mundial. Além disso, o curso buscará melhorar as habilidades de pensamento crítico e equilibrado para examinar os problemas desde diferentes perspectivas.

O programa do curso consiste em oito módulos: Agroecologia e Agroecosistemas; Recursos Naturais -Solo e água nos Agroecosistemas; Agricultura Sustentável: Princípios e práticas agroecologicas; Manejo Integrado de Pragas (MIP); Manejo de Sistemas Integral de Produção Animal nos Agroecosistemas; Agricultura Orgânica; Biotecnologia e Cultivos Geneticamente Modificados e Produção de Carne Orgânica em pasto.

+ A inscrição pode ser realizada no Escritório do IICA no Brasil.

*O blog Rede Jovem Rural é formado por parcerias entre várias instituições e tem o objetivo de promover ações de cooperação e defesa conjunta da causa do jovem rural brasileiro

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Embrapa Hortaliças exibe, na AgroBrasília 2011, novas cultivares

A Embrapa Hortaliças exibe, durante a AgroBrasília 2011, novas cultivares que em breve estarão disponíveis ao consumidor. São cultivares de pimenta, cenoura e batata-doce que agregam produtividade, qualidade e resistência a doenças.

BRS Seriema
-É uma cultivar de pimenta com foco no mercado de processamento de conservas. Porém, não deixa de ser indicada para a comercialização in natura;
-Possui resistência ao nematóide das galhas e baixa incidência de viroses do grupo vira cabeça.

BRS Mari
-Cultivar de pimenta do tipo "dedo-de-moça" mais picante que as outras pimentas do mesmo tipo;

BRS Planalto
-Cultivar de cenoura para plantio de verão que apresenta resistência à queima-das-folhas, nematóides e tolerância ao florescimento;

BRS Esplanada
-Cultivar de cenoura com raízes mais finas, especialmente para a produção de baby carrots;
-Apresenta alta resistência à queima-das-folhas e resistência moderada ao nematóide das galhas.

Batata-doce Beauregard
-Cultivar de polpa alaranjada com alto teor de pró-vitamina A (precursor da vitamina A no organismo).



*BRS Araguaia: já lançado em 2010, estará em demonstração. É um híbrido do melão do grupo amarelo resistente a raça 2 do oídio.


Fonte: Sítio Oficial da Embrapa Hortaliças.

A importância econômica do bem-estar animal é tema de palestra na AGROBRASÍLIA 2011

Banco de Brasília é novo agente financeiro do Pronaf


19/05/2011 07:33
O Banco de Brasília (BRB) anunciou nesta quinta-feira (19), na AgroBrasília, o início das operações de linhas crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para custeio e investimento para agricultores familiares. O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence, durante visita à Feira, destacou a importância da iniciativa. “O ingresso do Banco de Brasília nas operações para agricultura familiar vai permitir o incremento do crédito na região e isso resultará na melhoria da renda dos agricultores e agricultoras e na ampliação da capacidade de produzir alimentos mais saudáveis e mais baratos para a mesa dos brasileiros”.

O diretor de Desenvolvimento do BRB, José Flávio, destacou que a operação com linhas do crédito do Pronaf é importante  para ampliar a renda dos agricultores familiares. “É de grande importância que o banco esteja inserido no seguimento produtivo da agricultura familiar, pois o trabalhador do campo é um grande gerador de alimentos, de empregos e de renda.”  “Vai ficar mais fácil acessar as linhas de crédito porque o BRB conhece a nossa realidade”, acrescentou o presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), Leomar Cenci.


Modalidades do Pronaf operadas pelo BRB
- Pronaf Mais Alimentos: permite investimento em infraestrutura para aumento na produção. O agricultor familiar pode acessar até R$ 130 mil com juros de 2% ao ano e prazo de pagamento de  até dez anos, com até três anos de carência.

Pronaf Custeio: financia até R$ 50 mil, com juros de 1,5% a 4,5% ao ano e prazo de pagamento de até três anos.
Pronaf Investimento:  financia até R$ 50 mil, com juros  entre 1% e 4% ao ano e o prazo de pagamento é de até dez anos. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Manejo da Vaca Seca e sua Importância


Para que a glândula mamária da vaca tenha um descanso e possa produzir, pelo menos, a mesma quantidade de leite na próxima lactação, é muito importante que o produtor pratique o período seco em suas vacas. Esse descanso é realizado para permitir que células epiteliais danificadas da glândula mamária se regenerem e para possibilitar que essas células aumentem em quantidade para a próxima lactação. Estudos mostram que o período seco deve ser de, no mínimo, 35 dias. No entanto, o ideal é que seja de 50 a 60 dias.


O período seco consiste em 3 fases:

1) Involução ativa caracterizada por regressão do tecido secretor;
2) Fase de descanso da glândula mamária;
3) Lactogênese.


Para comprovar a importância do período seco, Smith et al (1966) usaram o modelo de metade do úbere, em que dois quartos mamários de cada vaca seca foram continuamente ordenhados enquanto outros sofreram o descanso por 60 dias. O resultado foi de que os quartos que não foram descansados produziram somente 56% a 62% do total produzido pelos quartos que foram descansados.

A ausência do período seco não interfere somente na quantidade de leite produzido, mas também na qualidade do colostro, pois vacas não submetidas ao período seco demonstram uma redução na quantidade de proteína secretada. Portanto, isso pode gerar uma menor imunização do bezerro recém-nascido, que é de fundamental importância para a sua sobrevivência.

Além de preservar a produção de leite, o período seco pode causar um menor desgaste à vaca. O desenvolvimento do feto ocorre de forma mais acelerada nos 60 a 90 dias antes do parto. Com isso, neste período ocorre uma grande demanda de nutrientes da mãe para o feto. Caso a vaca ainda esteja produzindo leite, ela terá que demandar uma energia adicional para a produção. Portanto, a interrupção da produção causa um menor desgaste à vaca, nessa fase.  

Entre os pesquisadores, é consenso de que a redução do período seco está relacionado a diminuição da produção de leite na lactação seguinte. Contudo, a decisão de encurtar este período é econômica e a vantagem de se reduzir os dias secos dependerá da produção de leite nos dias extras de ordenha e da próxima lactação, além de levar em consideração a ocorrência de doenças metabólicas e de fatores relacionados ao manejo.



Como fazer a secagem?

O método de secagem se baseia em alterar os mecanismos da vaca que influenciam a produção de leite, como a alimentação e seus fatores psíquicos (ex: presença do bezerro, ambiente e manejo).

1) Realizar testes diagnósticos de mastite, como a caneca telada ou de fundo preto e CMT. Caso o animal apresente mastite, ele não estará apto para a secagem e deve-se proceder o tratamento para a infecção. Se a vaca não tiver mastite, ela estará apta para o processo de secagem.

2) Fazer o esgotamento da vaca e introduzir um antibiótico de longa ação em cada quarto mamário. Esses antibióticos são as as chamadas bisnagas para "vaca seca".

3) Deve-se suspender o fornecimento de ração à vaca e modificar o seu ambiente. Portanto, a vaca não deve permanecer no local onde está acostumada a ser ordenhada e deve ser levada a um pasto diferente do que está acostumada. É importante que essa comida não tenha uma qualidade tão boa quanto a que ela estava comendo, logo, se houver algum piquete na propriedade onde o pasto esteja mais "passado", este é o lugar da vaca seca.

4) Não limitar a ingestão de água.

5) É muito comum que algumas vacas, depois do processo de secagem, apresentem enchimento do úbere com leite, novamente. Mesmo que isso aconteça, a vaca não deve ser ordenhada e a indicação é que seja observada para ver se o úbere não apresenta inflamação (vermelhidão, inchaço). Caso apresente, deve-se iniciar o tratamento para mastite.

É esperado que em duas semanas, as vacas já estejam completamente secas e, após esse período, devem voltar a ter uma alimentação de qualidade.

Escrito por Pedro Ivo, Médico Veterinário e Extensionista Rural





Referências bibliográficas:

1. ALVES, N.G; BITENCOURT, L.L. Fatores determinantes da produção de leite - Lavras: UFLA/FAEPE, 2008. 1ª ed. 41p.

2. RASTANI, R.R.; GRUMMER, R.R.; BERTICS, S.J. et al. Reducing Dry Period Length to Simplify Feeding Transition Cows: Milk Production, Energy Balance and Metabolic Profiles. Journal of Dairy Science, v.88,  p. 1004-1014, 2005.
3. RIBEIRO, A.C.C.L. Instrução Técnica para o Produtor de Leite nº 3 – Método de secagem de vacas. Embrapa, 2006.
4. SMITH, A.; WHEELOCK, J. V.; DODD, F. H. Effect of milking throughout pregnancy on milk yield in the succeeding lactation. Journal of Dairy Science, v. 49, p. 895-896, 1966.


domingo, 15 de maio de 2011

É hora da AGROBRASÍLIA 2011!

A MAIOR FEIRA DE AGRONEGÓCIOS DO CENTRO-OESTE

A partir da próxima terça-feira, 17 de maio, a capital do país estará com os olhos voltados para o meio rural, pois começa a AgroBrasília 2011, a maior feira de agronegócios do Centro-Oeste. Dentro da feira poderão ser vistas as melhores alternativas para o trabalho no campo, seja para a agricultura familiar ou para o agronegócio. Além das tecnologias oferecidas, o produtor rural também terá a oportunidade de realizar vários negócios, como a compra de insumos e implementos.

Na feira, a Emater-DF apresentará tecnologias de baixo custo com alta resposta, como o uso de bambu para instalações de ordenha em cabras e vacas, a criação de codornas de corte, piscicultura, pecuária ecológica e a alternativa de criação de aves exóticas e alimentação animal. Já para o agronegócio, as grandes multinacionais estarão presentes demonstrando suas máquinas, verdadeiras maravilhas tecnológicas utilizadas no campo.

A feira acontece de 17 a 21 de maio no PAD-DF e tem entrada franca.

Mais informações:
http://www.agrobrasilia.com.br
http://www.emater.df.gov.br

Como chegar:
Fonte: <http://www.agrobrasilia.com.br



sábado, 14 de maio de 2011

Maio é mês de vacinação contra Febre Aftosa e Raiva!!

Período de vacinação ocorre de 1º a 31 de maio


Se você possui bovinos ou bubalinos em sua propriedade, em qualquer idade, é necessário que você vacine seu animal contra febre aftosa e raiva. A febre aftosa e a raiva são causadas por vírus e a melhor prevenção é a vacinação.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa e acomete várias espécies como bovinos, bubalinos, ovinos, suínos e muitas outras. No entanto, somente os bovinos e os bubalinos devem ser vacinados. Já a raiva, é uma doença classificada como zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os humanos e o pior, não tem cura!

Então, não brinque! Vacine o seu animal!


Vacina contra Febre Aftosa:
- Aplicação de 5 ml da vacina pelas vias subcutânea (por baixo da pele) ou intramuscular (no músculo);
- Animais de todas as idades devem ser vacinados.

Vacina contra Raiva:
- Aplicação de 2 ml da vacina pelas vias subcutânea (por baixo da pele) ou intramuscular (no músculo);
- Somente os animais acima de 4 meses devem ser vacinados.

*Após a vacinação, o produtor deve declarar à Defesa Agropecuária a quantidade e a idade dos animais vacinados.

Mais informacões:
Procure uma base da Defesa Agropecuária/SEAPA-DF ou escritório da Emater-DF mais próximo.

A CANA DE AÇÚCAR NA ALIMENTAÇÃO DOS RUMINANTES

             A cana de açúcar, ao contrário do que muitos pensam, é uma planta forrageira. Além disso, é uma das gramíneas que possui maior produtividade por área. A cana tem origem na Ásia, mas já habita os solos brasileiros há muito tempo. Ela chegou ao Brasil na época do descobrimento, trazida pelos portugueses para a produção de açúcar. Hoje, além de se destacar na produção de açúcar e álcool, também se destaca na alimentação dos ruminantes durante o período seco do ano.

A cana é muito útil na alimentação dos ruminantes por resultar em uma grande quantidade de energia produzida por área e por possuir um alto teor de matéria seca. E afinal, o que é a matéria seca? A matéria seca é a parte do alimento que pode ser convertida em nutrientes. É a porção sólida do alimento, ou seja, é o alimento menos a água que o compõe.

As vantagens do uso da cana são:

a) Simplicidade para manter e conduzir a lavoura;

b) O pico de produção coincide com o período de escassez de pastos;

c) Conservação do seu valor nutritivo;

d) Baixo custo de implantação.

A cana é só vantagem? Infelizmente não! Um problema muito comum que ocorre nas propriedades, durante o período seco, é a alimentação dos animais somente com a cana de açúcar. Quando fornecida como único alimento, a cana tem um baixo valor nutritivo porque o balanceamento dos seus nutrientes não supre as exigências nutricionais dos ruminantes. Isso ocorre devido à cana possuir baixos teores de proteína, extrato etéreo e baixa quantidade de minerais essenciais. Essa quantidade baixa de alguns nutrientes traz a conseqüência de um baixo consumo do alimento. O ponto forte da cana de açúcar é o seu alto teor de carboidratos, ou seja, açúcares, sobretudo a sacarose. Portanto, a cana não pode ser utilizada como única fonte de alimento para o seu animal.

O teor de proteína na cana, como já foi dito, é sempre baixo (inferior a 7%). Isso não é bom, pois para que haja uma fermentação ruminal adequada, o alimento deve ter um valor mínimo de aproximadamente 7% de proteína. Caso a proteína esteja abaixo disso, há uma limitação do desenvolvimento das bactérias do rúmen. Então por que se usa a cana de açúcar na alimentação animal?

A cana possui as vantagens justificadas nos tópicos acima e, além disso, pode ser balanceada, pela associação com outros alimentos para atender as exigências do animal. A alimentação dos animais com cana exige correção do nitrogênio para aumentar o seu teor de proteína. Para essa correção, a uréia se apresenta como uma oportunidade acessível e barata. No entanto, somente a cana com uréia não é suficiente! Também é importante que se tenha uma fonte de enxofre com a finalidade de que os microorganismos do rúmen do seu animal não tenham seu trabalho limitado. Logo, como fonte de enxofre, o sulfato de amônio aparece como uma boa opção.

Apesar das vantagens trazidas pela cana, deve-se ter critério no uso dessa formulação, pois a utilização da cana de açúcar com uréia e sulfato de amônio possibilita, basicamente, uma manutenção dos animais para o período seco. Um exemplo é que essa alimentação não satisfaz uma produção desejada para vacas em início de lactação ou animais em crescimento. Para o gado de corte, é possível alimentar os machos e as fêmeas em reprodução.

           Resumindo, a cana com uréia e sulfato de amônio é uma opção para manter o estado corpóreo dos seus animais, mas não para buscar uma produção ou aumento de produção.
Escrito por Pedro Ivo, Médico Veterinário e Extensionista Rural


Referências Bibliográficas:
1. Manzano, R.P.; Penati, M.A; Nussio, L.G. Cana de açúcar na alimentação de bovinos. FEALQ, 2ª edição. Piracicaba, SP. 2004.
2. Magalhães, A.L.R.; Campos, J.M.S.; Filho, S.C.V; Torres, R.A; Neto, J.M.; Assis, A.J. Cana de Açúcar em substituição à silagem de milho em dietas para vacas em lactação: desempenho e viabilidade econômica. R. Bras. Zootec., v.33, n.5,p.1292-1302, 2004.